Acaso? Destino? Ou simplesmente matemática, um exemplo vivo de teoria da probabilidade? Não importa o nome que se dê a esses eventos. A vida é cheia deles.

(Paul Auster)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Exames

Sábado o Fabio refez mais um espermograma (o 3o desde a cirurgia). Minha irmã estava aqui em São Paulo, e foi conosco ao laboratório. Pois é, o Fabio anda tão descanado com isso, que nem se importa de ter “companhia”. Aproveitamos para dar um passeio pela Av. Paulista e comprar umas coisinhas. E na volta, paramos no shopping Higienópolis e lanchamos.
Hoje saiu o resultado, e aquela melhora que havia no último exame, não está mais lá. Na verdade, está quase tão ruim como aquele resultado de abril. O que os médicos dizem, e tudo que li na internet sobre a cirurgia de varicocele, é que, as melhoras aparecem dentro de 1 ano. Pois bem, o Fá fará 1 ano daqui há aproximadamente 1 mês, e a única melhora que tivemos foi aquela de julho (que diga-se de passagem que, embora expressiva, não chegou perto de um espermograma “exemplar”).
E agora?! Será que aquilo foi o máximo, e que agora a tendência são os números (e a qualidade dos espermatozóides) baixar cada vez mais?!
Essa notícia tá doendo como uma ferida dentro do peito, que estava quieta e que acabou de ser cutucada. Confesso que, pela 1a vez não fiquei tão ansiosa com o resultado deste exame e que, apesar do resultado ruim, não cheguei sequer a chorar (tudo bem, as lágrimas ameaçaram sair, mas ficaram contidas!). De qualquer forma dói, dói muito tudo isso.
Mal conversamos sobre esta notícia... tá tudo meio estranho, no ar. Lógico que o Fabio ficou chateado, e eu estou esperando ele vir falar sobre isso, para que não se sinta pressionado.
De qualquer forma, hoje, quando voltávamos do mercado, falei amanhã iria ligar na Clínica de Reprodução para marcar uma consulta, e ele concordou que é isso que deve ser feito agora.
Talvez eu faça isso mesmo. Talvez não.
Bem, falando em exames, estou com um pedido para fazer um teste de “cariótipo”, que analisa se há alguma alteração cromossômica. Isso poderia dificultar uma implantação de embrião, ou transmitir alguma síndrome. O Fá já fez este exame, e deu tudo ok. Minha colega tem mãe médica, e eu pedi para ela me fazer este pedido. Só falta marcar.
Também estou com problemas nas unhas (estão fracas, quebradiças e meio moles). Minha dermatologista me fez uma série de pedidos de exames (hemograma, colesterol, ferro, uréia, zinco, hormônios, mais um monte de coisas que agora não lembro). Acredita que talvez eu esteja com anemia.
Vou tentar fazer ainda esta semana. É bom que fico sabendo a quantas ando por dentro.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Voltei

Depois de muito ensaiar em escrever, cá estou eu! Ando desanimada com o blog... sem novidades para postar. Mas quero persistir, pois, além dele servir como um lugar para guardar minhas próprias lembranças, tenho certeza que o chegará o dia de postar a grande novidade! E a partir daí, não faltará assunto.
Bem, para não dizer que não há absolutamente nada de novidade: agendamos outro espermograma para o próximo sábado. Ontem fez 3 meses que o Fabio fez o último. O médico pediu que esperássemos 6 meses para repetir (caso eu não engravidasse neste período).
Mas é que as coisas andam complicadas. E essa demora anda pesando demais nas nossas vidas. É um tal de todo mundo engravidando e a gente se perguntando “por que a gente não?!”, “será que voltou a piorar?!”. Melhor tirar a dúvida.
Deus queira que esteja tudo bem. A idéia de procurar um especialista em reprodução também anda ganhando força.
Logo venho aqui postar o resultado!

domingo, 4 de setembro de 2011

Sensibilidade não faz mal à ninguém

A postagem de sexta – a etiqueta da infertilidade – foi a única coisa que consegui colocar aqui para expressar o nó que estava na minha garganta.
Pela primeira vez eu chorei de frustração ao receber a notícia que alguém estava grávida. E não foi por estar de TPM ou em qualquer outro momento de maior sensibilidade... foi a forma com quem foi dada a notícia. Minha mãe quem contou que a cunhada do meu irmão está grávida. Eu nem falo com ela direito, e raramente a vejo. Tudo bem... não deixo de pensar que para os outros é tão fácil... que ela se casou no ano passado e tal.
Mas o que doeu foi o jeito que ela falou, sem a menor sensibilidade comigo, que estou numa batalha árdua, dolorosa para que isto aconteça. Foi tipo “sabe da novidade?!!”, “olha só!!!”, “e aí, já contei novidades, e você, o que conta?!”.
Para se fazer uma comparação, há uns meses atrás, ouvi uma moça que trabalha no mesmo prédio que eu (aliás, a moça do fatídico chá de bebê) contando ao meu colega que estava grávida. Eles estavam no corredor, mas eu ouvi ela contar e ouvi ele dando os parabéns na maior discrição. Mas ele, com a sensibilidade de quem sabe que eu estou tentando engravidar e não consigo, entrou na sala e não falou nada.
Pronto, falei!
Mas isso agora já passou.
E eu sigo, vou seguir acreditando!
Para terminar, coloquei um trecho de um filme lindo que assisti há tempos atrás. Inspiração... para que nunca me esqueça que devemos lutar por nossos sonhos.



sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A etiqueta da infertilidade

Existem boas chances de que você conheça alguém que luta com a infertilidade.
Mais de 5 milhões de pessoas em idade fértil, nos Estados Unidos, passam por infertilidade. Ainda assim, como sociedade, estamos lamentavelmente mal informados sobre como dar o melhor apoio emocional às pessoas que amamos, neste período difícil. A infertilidade é, realmente, uma luta muito dorida. A dor é parecida com o luto por perder um ente querido, mas é única, porque é um luto recorrente.
Quando um ente querido morre, ele não vai voltar. Não há esperança de que ele irá voltar dos mortos. Devemos passar por todos os estágios do luto, aceitar que nunca mais se verá essa pessoa novamente, e seguir em frente com nossas vida. O luto da infertilidade não é tão metódico. As pessoas inférteis ficam de luto pela perda de um bebé, que eles podem nunca chegar a conhecer. Elas ficam de luto pela perda de um bebé que teria o nariz da mamã e os olhos do Papá. Mas a cada mês, há a esperança de que talvez este bebé tenha sido concebido finalmente. Não importa o quanto eles tentem preparar-se para más notícias, eles ainda esperam que este mês seja diferente. Então, as más notícias chegam novamente, e o luto cobre o casal infértil mais uma vez.
Este processo acontece mês após mês, ano após ano. É como ter um corte profundo que se abre novamente justo quando começava a cicatrizar. Quando o casal decide seguir em frente com os tratamentos para infertilidade, a dor aumenta enquanto a conta bancária diminui. A maioria dos tratamentos para infertilidade envolve o uso de hormonas, que alteram o humor da usuária. Os testes são invasivos e envergonham os parceiros, e você sente que o médico assumiu o controle do seu quarto. E para todo este desconforto, você paga muito dinheiro. Os tratamentos para infertilidade são caros, e a maioria das empresas de seguro não cobre os custos. Então, além da dor de não conceber um bebé a cada mês, o casal tem que pagar algo, chegando até números de 5 dígitos, dependendo do tratamento utilizado.
Um casal eventualmente resolverá o problema da infertilidade de alguma destas três maneiras:
  • Eles eventualmente conceberão um bebé.
  • Eles vão parar com os tratamentos de infertilidade e decidir viver uma vida sem filhos.
  • Eles encontrarão uma alternativa para ser pais, como a adoção.
Chegar a uma solução pode levar anos, então seu casal de amigos amado precisará de seu apoio emocional durante esta jornada. A maioria das pessoas não sabe o que dizer e, por isso, acaba dizendo a coisa errada, que apenas torna a jornada ainda mais difícil para seus entes queridos. Saber o que não dizer já é metade da batalha ganha para dar apoio:
NÃO lhes diga para relaxar
Toda pessoa conhece alguém que teve problemas para engravidar, mas que finalmente conseguiu logo que ela “relaxou”. Casais que conseguem engravidar após alguns meses de “relaxamento” não são inférteis. Por definição, um casal não é diagnosticado como infértil até que tenha tentado sem sucesso engravidar por um ano completo. Na verdade, a maioria dos especialistas nem mesmo tratará de um casal por infertilidade antes que eles tenham tentado engravidar por um ano. Este ano é para excluir as pessoas que não são inférteis, mas apenas precisam “relaxar”. Os que sobram são verdadeiramente inférteis. Comentários como “apenas relaxe” ou “por que vocês não fazem um cruzeiro” criam ainda mais stress para o casal infértil, especialmente para a mulher. Ela sente que está a fazer alguma coisa errada, quando, na verdade, há uma boa chance de que haja um problema físico que a esteja impedindo de engravidar. Estes comentários podem chegar a ponto do absurdo. Um casal passa por cirurgias, numerosas inseminações, tratamentos hormonais, e anos de médicos apertando e cutucando. Ainda assim, as pessoas continuam a dizer coisas como, “se você apenas relaxasse durante um cruzeiro...” A infertilidade é um problema médico diagnosticável que deve ser tratado por um médico, e mesmo com o tratamento, muitos casais NUNCA conseguiram conceber uma criança. Apenas “relaxar” não cura a infertilidade.
NÃO minimize o problema!
A falha em conceber um bebé é uma jornada muito dolorosa. Os casais inférteis estão cercados de famílias com crianças. Estes casais vêem seus amigos terem dois ou três filhos, e vêem estas crianças crescerem, enquanto voltam para o silêncio das suas casas. Estes casais vêem toda a alegria que uma criança traz para a vida de uma pessoa, e sentem o vazio de não serem capazes de experimentar a mesma alegria. Comentários do tipo, "aproveite que você pode dormir até tarde... Viajar... Etc.” não oferecem conforto. Ao contrário, estes comentários fazem com que o casal infértil se sinta como se você estivesse minimizando a dor deles. Você não diria a alguém cujo pai acabou de morrer que ele deveria ficar feliz, pois não vai mais ter que gastar dinheiro com o presente de Dia dos Pais. Deixar de ter aquela obrigação, nem mesmo está perto de compensar a incrível perda de um pai ou mãe. Da mesma maneira, poder dormir até tarde ou viajar não fornece conforto a alguém que quer uma criança desesperadamente.
NÃO diga que há coisas piores que poderiam acontecer.
Nestes mesmos termos, não diga aos seus amigos que há coisas piores que poderiam acontecer do que o que eles estão passando.
Quem é a autoridade final sobre qual é a “pior” coisa que poderia acontecer a alguém?
É passar por um divórcio?
Ver alguém querido morrer?
Ser violada?
Perder um emprego?
Pessoas diferentes reagem a diferentes experiências de vida de maneiras diferentes. Para alguém que treinou a vida inteira para participar das Olimpíadas, a “pior” coisa que poderia acontecer é um ferimento na semana anterior ao evento. Para alguém que deixou a carreira para se tornar uma dona de casa por 40 anos após o casamento, ver seu marido trocá-la por uma mulher mais nova pode ser a “pior” coisa. E para uma mulher cujo único objetivo de vida é amar e nutrir uma criança, a infertilidade pode sim ser a “pior” coisa que poderia acontecer. As pessoas jamais sonhariam em dizer a alguém cujo pai acabou de morrer, "Poderia ser pior, seu pai e sua mãe poderiam estar mortos”. Tal comentário seria considerado cruel e não reconfortante. Do mesmo modo, não diga à sua amiga que ela poderia estar passando por coisas piores na vida do que a infertilidade.
NÃO diga que eles não foram feitos para ser pais.
Uma das coisas mais cruéis que alguém pode diszer é: "Talvez Deus não queira que você seja mãe”. Quão inacreditavelmente insensível é insinuar que seria uma mãe tão ruim, que Deus achou melhor me “esterilizar divinamente”. Se Deus estivesse no ramo da esterilização das mulheres no plano divino, você não acha que ele preveniria as gravidezes que terminam em abortos? Ou então não esterilizaria as mulheres que terminam por negligenciar e abusar de seus filhos? Mesmo que você não seja religioso, os comentários do tipo “talvez não seja para ser” não são reconfortantes.
A infertilidade é uma condição médica, não uma punição de Deus ou da Mãe Natureza.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Temperatura Basal



Este mês, resolvi fazer a medição da temperatura basal. Eu já havia feito isto algumas vezes no ano passado mas, depois de descobrir as causas impeditivas da gravidez, desisti.
Na verdade, desta vez a idéia foi do Fabio. E estou fazendo, desde o início do ciclo.
Para resumir aqui, trata-se de medir diariamente a temperatura do corpo, logo ao acordar, antes mesmo de levantar-se da cama. Assim, dá (ou deveria dar!) para verificar o período da ovulação, pois nesta ocasião e nos dias que seguintes, a temperatura fica mais alta. Como a internet é uma grande aliada, eu insiro os dados num site, e ele gera meu gráfico.
No mais, as coisas andam na mesma. Fora a ansiedade, que parece aumentar cada dia mais.
Ontem encerrou-se meu período fértil. Este mês nos concentramos certinho nas datas! Agora é esperar o final do ciclo.
Semana retrasada a Claudinha me ligou convidando para seu chá-de-bebê. Graças a Deus eu não iria para o interior no final de semana (ela é de lá), o que me polpou deste tipo de festinha. Depois do último, decidi que não vou mais a este tipo de evento.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Médico!

Nossa, não sei o que está acontecendo, mas ando sem o menor tempo/disposição para escrever. A impressão que tenho é que eu só trabalho, faço mercado e cuido da casa... e quando chega o final de semana só quero ficar deitada no sofá, assistindo Lost com maridones! E para ajudar, nossa faxineira faltou na última semana. Sobrou para mim fazer faxina em plena sexta-feira, depois de ter trabalhado o dia inteiro. Nem pude contar o a ajuda do Fá porque ele ficou trabalhando até tarde... é outro que está acabado!
Nem para ir para nossa cidade (no interior do Estado) tenho tido disposição. Já fez um mês que não aparecemos por lá! Já estou morrendo de saudades! Ao menos, amanhã vamos sair mais cedo do serviço, para aproveitar a noite de sexta-feira com eles. Assim o final de semana rende mais!
Bem, na semana passada fomos ao médico. Ele pareceu bastante satisfeito com o resultado do Fabio. Disse que agora ele está “apto” a me engravidar. Não foram bem essas as palavras que ele usou, mas foi isso que quis dizer!
Deixou conosco um pedido para repetir o exame, mas recomendou que só façamos isso se eu não engravidar dentro de 6 meses. Quanto as vitaminas, disse que poderá intercalar mês sim, e mês não. Achei melhor não abusar, por isso ele continuará tomando mês sim e mês também... hehehe!
Agora, todo mundo já sabe da melhora, inclusive minha sogra, sogro e cunhados. Ela disse que não havia perguntado antes, achando que estava ruim... como respeito à situação. Está só na expectativa...
Estou animada, e o Fabio animadíssimo!!!
Como a vida parece querer brincar com as emoções da gente, minha menstruação que nunca atrasa, este mês atrasou. Nada demais, mas o suficiente para nos encher de esperanças... Mas hoje já desceu e eu sei que não era nada. Uma pena, já tínhamos até brincado com as “coincidências”: o positivo na semana do dia dos pais, e o parto na época do meu aniversário. Fica para a próxima.
Como sabemos que está tudo bem, vamos concentrar mais no período fértil dos próximos meses. Se Deus quiser, será só questão de tempo (pouco, espero).

Tudo tem seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”. Eclesiastes 3, versículo 1.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Melhoras :)

Pois é, há quase uma semana que saiu o resultado. Eu ando preguiçosa, por isso até agora não tinha postado nada. Mas o que importa aconteceu: melhorou!!!
Na hora que vi o resultado pela internet, cheguei a pensar que estivesse sonhando. Eu realmente não esperava uma melhora tão boa assim.
Vou registrar os números:
No exame anterior tinha 27 milhões de espermatozóides por ml. Agora são 45 milhões por ml.
Antes, os de motilidade rápida eram 9%. Agora são 30%.
Os imóveis eram 87%, e agora 56%.
Ainda não sei se é suficiente. Mas se não for, está próximo de ser.
Não preciso dizer que o Fabio ficou mega feliz!!! Já eu, acho que olhei o exame umas 30 vezes na mesma noite... hehehe
Contamos para minha irmã e meus pais. Os pais deles não lembraram de perguntar, então não falamos nada.
Bem, amanhã já é dia de retorno com o médico, Dr Edilson. Depois coloco aqui as novis!