A postagem de sexta – a etiqueta da infertilidade – foi a única coisa que consegui colocar aqui para expressar o nó que estava na minha garganta.
Pela primeira vez eu chorei de frustração ao receber a notícia que alguém estava grávida. E não foi por estar de TPM ou em qualquer outro momento de maior sensibilidade... foi a forma com quem foi dada a notícia. Minha mãe quem contou que a cunhada do meu irmão está grávida. Eu nem falo com ela direito, e raramente a vejo. Tudo bem... não deixo de pensar que para os outros é tão fácil... que ela se casou no ano passado e tal.
Mas o que doeu foi o jeito que ela falou, sem a menor sensibilidade comigo, que estou numa batalha árdua, dolorosa para que isto aconteça. Foi tipo “sabe da novidade?!!”, “olha só!!!”, “e aí, já contei novidades, e você, o que conta?!”.
Para se fazer uma comparação, há uns meses atrás, ouvi uma moça que trabalha no mesmo prédio que eu (aliás, a moça do fatídico chá de bebê) contando ao meu colega que estava grávida. Eles estavam no corredor, mas eu ouvi ela contar e ouvi ele dando os parabéns na maior discrição. Mas ele, com a sensibilidade de quem sabe que eu estou tentando engravidar e não consigo, entrou na sala e não falou nada.
Pronto, falei!
Mas isso agora já passou.
E eu sigo, vou seguir acreditando!
Para terminar, coloquei um trecho de um filme lindo que assisti há tempos atrás. Inspiração... para que nunca me esqueça que devemos lutar por nossos sonhos.
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