Acaso? Destino? Ou simplesmente matemática, um exemplo vivo de teoria da probabilidade? Não importa o nome que se dê a esses eventos. A vida é cheia deles.

(Paul Auster)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Endometriose?!?



Semana passada marido e eu fomos à consulta com o Dr Fernando. Meu primeiro grande receio era de não gostar do médico. Por melhor profissional que seja, acho muito importante rolar aquela empatia.
Levamos conosco todos nossos exames. Um verdadeiro dossiê!
Achei que fosse encontrar a clínica tranquila, meio vazia para ser sincera... mas estava enganada: lotada! Isso porque lá é tudo no particular, nada de convênio. Até antes de descobrir nosso “problema”, a infertilidade parecia algo tão raro... grande engano.
Bem, nós gostamos do médico, Dr Fernando. Foi atencioso, conversou bastante conosco antes de começar a olhar os exames. Depois olhou todos com calma, anotou, explicou, desenhou, tirou dúvidas.
Ao analisar os espermogramas do Fabio, ele não achou tão ruim assim. Disse que não era “super fértil”, mas que poderia sim engravidar uma mulher. Talvez apenas demorasse um pouquinho mais. No nosso caso, há 2 longos anos tentando, já teria dado certo.
Aí, passou para meus exames. Hormônios normal, progesterona, estradiol e tudo mais ok! Quando ele pegou a histerossalpingografia (antes mesmo de abri-la) disse: acho que tem coisa nesse aqui. Batata! Foi aí que ele mostrou as imagens e explicou que, embora o laudo tenha concluído que as trompas estão desobstruídas e as outras coisas estejam normais, as imagens levam à uma grande suspeita de endometriose. Para ser sincera ele disse que tem certeza que eu tenha isso, mas acredita que em um grau mais leve - I ou II (obs: ela vai até o grau IV).
Nem sei dizer o que senti nesta hora. Estou em busca de solução e acabo achando outro grande problema.
Disse que, independente do diagnóstico, nosso caso será necessário uma Fertilização in Vitro (FIV). E, dependendo do grau da endometriose, antes teremos que tratá-la. Desta forma:
  • grau I e II: não é necessário tratamento, partimos para FIV direto;
  • grau III: tratamento medicamentoso, com injeções para controlá-la. Após, FIV.
  • grau IV: cirurgia (!!!). Após, FIV.
Nos passou alguns exames para fazer. Para o nós dois, alguns básicos: HIV, hepatite, sifilis, tipagem sanguínea.
E para mim, alguns específicos: dosagem hormonal, em 2 amostras (no 3º e 5º dia do ciclo menstrual), antimulleriano (reserva ovariana) e uma ultrassonogravia endovaginal com preparo intestinal. Neste último que saberemos o grau da endometriose.
Os de sangue já fizemos no sábado (aproveitei que já era o 3º dia do ciclo). Minha veia estourou na hora, e eu desmaiei. Ainda bem que o Fabio estava lá. Na segunda-feira, colhi outra amostra de sangue (5º dia do ciclo). Desta vez deu tudo certo... ainda bem, porque fui sozinha.
Na próxima terça farei a ultrassonografia. E no dia 03/12, o antimulleriano.
Foi isso. Apesar da notícia da endometriose, saímos de lá felizes! Olhávamos um para o outro como quem diz: “agora vai, hein!”.
E estamos confiantes, como sempre! De tudo que o Dr Fernando disse, o que mais marcamos foi o momento que ele afirmou: “fiquem tranquilos, vocês vão ter o bebê de vocês!”. Pronto, por mim, não precisava dizer mais nada...

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