Acaso? Destino? Ou simplesmente matemática, um exemplo vivo de teoria da probabilidade? Não importa o nome que se dê a esses eventos. A vida é cheia deles.

(Paul Auster)

segunda-feira, 10 de junho de 2013

2ª TEC - transferência amanhã

Na quinta-feira (15º dc) pela manhã repeti os exames, e o estradiol, enfim, tinha alcançado a marca dos 200!
Estradiol: 205,5 pg/ml
Progesterona: 0,50 ng/ml
A progesterona deve ficar baixinha mesmo nesta fase... segundo o Dr, abaixo de 1,5 ng/ml.
À tarde fui ao médico. O endométrio estava com 11,7 mm de espessura. 
Tudo lindo!
Naquele dia, comecei aplicar progesterona.
E a transferência foi agendada para amanhã, dia 11/06 às 12:30h!
É isso! Chefe avisado, marido de folga amanhã, geladeira abastecida, tudo pronto. E eu aqui... só esperando a hora.
Hoje me desconheço. Não sei dizer como estou. Ora tranquila, ora com nervos à flor da pele (ah, esses hormônios!). Alguns momentos esperançosas, e outros desconfiada do resultado que já me é comum.
Há exatamente 2 meses atrás, eu estava fazendo a 1ª TEC... meus 2 meninos...
Fico triste de pensar que não deu certo, estava tão confiante... Mas fico feliz em saber que tenho oportunidade de tentar de novo em tão pouco tempo.
Bem, vamos arriscar nossos 2 últimos congeladinhos! Que Deus nos ajude!
Continuem torcendo por mim!

"Arrisque. 
Algo que começa pode dar certo ou dar errado. 
Algo que não começa, nunca vai dar errado. Mas também nunca vai dar certo".


 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

2ª TEC - começamos!

Vamos aos registros.
Menstruei dia 23/05. Fui ao médico no dia seguinte. Medimos os níveis de estradiol e progesterona (que deram normais) e aproveitamos para verificar também o FSH (embora não haja indução na TEC). O FSH me surpreendeu: 9,6 UI/L!!! Desde que iniciei nesta trajetória de FIVs, nunca deu tão baixo! Fiquei feliz! 
Iniciei o uso da Primogyna, 1 vez ao dia, como na TEC anterior.
Minha segunda consulta foi no dia 28/05 (6º dc). O endométrio estava crescendo, com cerca de 5,5mm. O Dr achou bom... estava e deveria continuar crescendo. Eu, quando fui comparar com a TEC anterior, fiquei um pouco decepcionada... Na 1ª TEC, meu endométrio (no mesmo período) já estava com 7,5mm. Mas, sei lá... se o Dr disse que estava bom... então está. Cada ciclo é único mesmo. A primogyna foi aumentada para 2 comprimidos ao dia.
Por último, voltei ao consultório anteontem (dia 03/06), quando estava no 12º dc. Meu endométrio já estava bom com 9,7mm (o ideal é acima de 8mm). Entretanto, o estadiol estava bem baixo: 148,8 pg/ml (o ideal é acima de 200). Por este motivo ainda não marcamos a transferência. 
Meu médico não quis aumentar a dose de estradiol (primogyna), para não correr o risco de ficar muito alto. Falou que era apenas uma questão de tempo, já que ele estava subindo.
Amanhã dosaremos novamente os hormônios e farei um novo ultrassom. Se estiver tudo ok, marcaremos a data para a transferência e começarei usar progesterona para os babys.
Quanto a mim, estou tranquila. Acho que mais tranquila do que de todas as outras vezes. E também menos esperançosa, para não dizer pessimista. 
A TEC nem aconteceu, e tem horas que já a vejo fardada ao fracasso. Parece que nunca vai dar certo. Pelo menos, não agora... com 2 únicos embriões... os mais feinhos que ficaram congelados... sem CGH.
Sei lá.
Nem rezar consigo. Deus sabe dos meus desejos. Mas desta vez não fiquei pedindo. Não fiz novena. Não fiz promessa. Já fiz isso outras vezes e não adiantou. Sei que filho não é questão de mérito de quem rezou/pediu mais. Talvez por isso, desta vez não quero pedir. Ou talvez por desânimo mesmo.
É tudo muito contraditório. Ao mesmo tempo... aquela chaminha de esperança se acende - ainda que pequena - aqui dentro, só por saber que daqui uns dias poderei ter meus filhotes dentro de mim. Nem que seja por algumas horas. E, quem sabe, por 9 meses.
 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Exames de trobofilia e nova biópsia do endométrio

Nossa... tá ficando desatualizado isso aqui. 
Vamos aos acontecimentos:
No meu retorno-pós-negativo, meu médico pediu alguns exames mais específicos para identificar uma eventual trobofilia (o que, poderia prejudicar - e muito - a implantação do embrião). Ele já havia adiantado que acreditava não ser este meu caso, mas pediu essa investigação.
Foram no total 7 exames, todos de sangue, sendo 3 de análise de DNA para verificar a existência de alguma mutação. Obviamente, não consegui fazer todos pelo convênio num mesmo laboratório. Acabei pagando 3 particular... e consegui de menos da metade do valor gasto.
Os resultados foram todos normais. Disse para o Dr se não sabia se deveria ficar feliz ou triste por isso. Afinal, se houvesse algum sinal de trombofilia eu teria um problema, mas ao mesmo tempo, teria uma resposta pelo negativos anteriores. O Dr disse que entendia meu ponto de vista, mas que era para ficar feliz sim, já que a trobofilia tem diversas implicações, não só para a gravidez.
Além desses exames, fiz a biópsia de endométrio na sexta-feira passada. Bem, como não foi minha primeira vez, eu já sabia o que esperar dela, o que me fez ficar menos nervosa.
Foi tudo bem, tudo tranquilo. Fiz pela manhã, segui para o laboratório para colher estradiol e progesterona e, de lá, fui trabalhar. Meu médico quis medir esses hormônios para ver se estavam compatíveis com o dia do ciclo.
Os resultados foram: Estradiol 97,6 pg/ml e Progesterona 5,83 ng/ml.
Segundo o Dr, a progesterona estava bem baixa... mas iremos repô-la no tratamento.
No mais, vi que o laudo da biópsia já foi disponibilizado pelo laboratório. Pelo que entendi, está tudo normal também. Mas ainda não conversei com o médico sobre isso.
Agora, estamos só esperando a menstruação dar as caras para iniciar os procedimentos para a TEC. Acho que está próximo... hoje já começou uma borrinha... :)  


 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A luta continua

Na semana passada, fui com o Fabio ao médico, reavaliar nosso tratamento.
Muito mais do que triste, eu estava com medo. Medo dele ter desistido de mim, dos meus óvulos, dos meus embriões.
Mas meu Dr é um amor! Eu me lamentei, até quase chorei no consultório, fiz várias perguntas. Ele, sempre muito paciente, me acalmou. Sabe que meu maior desespero é o antimulleriano baixo. Mas mostrou que nas últimas 2 vezes, eu respondi bem. Muito melhor do que indica o exame... e falou que olha muito mais para a paciente do que para os valores de laboratório. Minha reserva pode até indicar ser baixa, mas quando estimulada, está trabalhando. E é isso o que importa.
Contei que tenho medo de não aguentar um próximo negativo, de ficar deprimida, doente mesmo. Ele disse que eu não preciso sair correndo, que poderia dar um tempo. 
A cada negativo, a coisa vai ficando mais triste, mais difícil de digerir. Mas eu vou fazer o quê?! Podemos investigar mais, mudar medicamentos, métodos - isso sim poderá trazer um resultado diferente. Mas, esperar?! Esperar o quê?! Definitivamente, para alguém impaciente como eu, não dá. Simplesmente não consigo ficar esperando... dando um tempo... espairecendo. Ainda não.
Questionei sobre fazer uma nova indução. Ele acha desnecessário por enquanto, já que ainda temos 2 blastos congelados. 
Quanto ao CGH, disse não ser necessário fazer novamente. Ainda bem, pois é uma grana altíssima! Nessa amostragem que fizemos, já vimos que meus embriões são de boa qualidade, pois, até mesmo os 2 embriões reprovados, tinham apenas alterações leves, com possibillidade de regeneração (mas tiveram que ser descartados por questões éticas).
Então, concluiu que o "problema" não são os embriões. Restou partir para a investigação de trombofillia e, para isso, me pediu alguns exames específicos.
Por fim, decidimos fazer uma nova transferência com os 2 embriões que sobraram. O Dr me deixou ciente de que estes últimos, são os mais "feinhos" dos 6 blastos que haviam. Mas ao mesmo tempo, isso não significa muita coisa, e que a aparência não é garantia de qualidade.
E, pela minha "experiência", posso dizer que nada é garantia de nada nesse processo todo.
Sendo assim, vamos arriscar! É melhor, porque a TEC é um processo muito mais tranquilo e bem menos caro.
Se não der certo, aí sim, partiremos para uma nova indução.
Por ora, além da investigação da trobofilia, farei uma nova biópsia de endométrio. E no ciclo seguinte, tranferimos os congeladinhos.
E lá vamos nós! Novamente.  




quinta-feira, 25 de abril de 2013

Resultado do beta

E, pela terceira vez: Negativo.
Bem, depois da minha última postagem, passada a neurose, fiquei mais tranquila, sabendo que, se tivesse que dar certo, não seria um estradiol baixo que estragaria tudo (ou seria?!). 
Mantive as esperanças, ao mesmo tempo que fui me preparando psicologicamente para o negativo... Depois disso, fiz menos repouso, arrisquei tomar meia xícara de café. Talvez, no fundo, eu já soubesse.
Bem, na segunda-feira fui ao laboratório antes de ir para o trabalho. O resultado saiu logo depois do almoço. 
BHCG: < 2 mUI/ml
Estradiol: 209,4 pg/ml
Progesterona: 18,92 ng/ml
Vi da minha mesa mesmo, pela internet. Por pior que seja a sensação do momento, eu não chorei.
Mantive a calma (afinal, eu estava trabalhando!). Alguns minutos depois, passado o choque inicial, liguei para o Fabio e contei (pela 1ª vez, dei esta notícia num tom tranquilo).
Mandei um e-mail com o resultado para o meu médico.
Meu chefe chegou, e olhou assustado para minha cara (eu não tinha chorado, mas devia estar com uma cara de quem levou (mais) uma punhalada da vida. Contei para ele também. Ele me abraçou, disse que o que tiver que ser meu, ainda vou conseguir... Disse que, se eu não estivesse bem para ficar trabalhando, poderia ir embora. Preferi ficar.
O Dr respondeu meu email, dizendo que ficou muito chateado, e que pela qualidade dos embriões esperava algo diferente. Nessas horas não há muito o que se falar, não é?! Mas disse ainda vamos lutar pelo positivo. Pediu que agendasse um horário com ele esta semana. Marquei para amanhã.
No fim do dia cheguei em casa. Ao contrário do que havíamos sonhado, não teve resultado positivo, nem festa, nem brindes, e nem lágrimas. Mas teve abraços e beijos do marido, declarações de amor, apoio, presentinhos comestíveis, edredom quentinho e muito cafuné. 
Apesar de toda esta frustração, desta imensa tristeza, me sinto serena - e ao mesmo tempo confusa... será que um dia eu ainda vou conseguir? será que vai demorar muito mais? será que há algum outro problema ainda não descoberto? quantas tentativas serão necessárias? será que é um castigo? será que sobreviverei a um novo tratamento?
Affe, como eu queria desistir de tudo isso! Mas, por mais que esteja física, financeira e psicologicamente cansada, meu coração permanece disposto.
Ainda não sei o que faremos. Só sinto que, ainda, não é a hora de parar.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Dosagem hormonal

Ontem pela manhã fui ao laborátorio fazer os exames de dosagem hormonal. Foi minha primeira saída de casa, desde a transferência.
À tarde, fui ao consultório para medir a espessura do endométrio. Estava com cerca de 9,5mm. Perguntei se era normal ele dar uma diminuída (antes da transferência estava com mais de 10mm). O Dr disse que sim, era normal. Que o importante era ele estar com mais de 8mm de parecer "branco" no ultrassom. E ele estava assim. Então, fiquei traquila. 
Algum tempo depois que cheguei em casa, sairam os resultados dos exames:
Estradiol: 99,1 pg/ml
Progesterona: 16,88 ng/ml
Fiquei desesperada, comecei a chorar.
A assistente do Dr ligou e disse que ele havia visto meus exames. Perguntou se eu já tinha visto. Antes mesmo dela falar qualquer coisa, eu disse que já tinha visto, que achei baixíssimo e que já estava chorando.
Ela disse que o estradiol estava um pouco baixo, e por isso era para aumentar para 2 comprimidos a cada 12 horas. Mas que não era motivo para chorar, que o exame era apenas para poder adequar a medicação e que isso não significa ter dado ou não certo.
Como ficar calma?! Pesquisei na internet, e vi que o ideal é que a Progesterona esteja acima de 11 e o Estradiol acima de 200.
Vi casos em que os valores estavam baixos e depois aumentaram (ou não) e mesmo assim deu positivo.
Li que se essa dosagem fosse sentença de positivo/negativo, ninguém precisaria esperar até o 12º dia para fazer o beta.
E li também que toda essa dosagem hormonal pode mudar, e que ainda é tempo de adequá-la. Pois, se fosse nada pudesse ser feito, o médico nem pediria tais exames. 
Relembrei minha ultima transferência, em que na mesma fase, meu estradiol foi acima de 700 e minha progesterona acima de 32 - excelentes, e mesmo assim tive um grande negativo! 
Ok, tentei me convencer de tudo isso. Mesmo assim, meu lado pessimista falou mais alto e chorei muito. Ontem, e hoje também.  
Acho que agora estou um pouco mais calma. Vai ser ainda mais difícil aguardar até dia 22, mas vou tentar levar um dia de cada vez. Por sorte, amanhã volto a trabalhar! 
Ainda tenho esperanças, maaas no fundo, no fundo, já estou me preparando para o negativo.
 
  
  
 

domingo, 14 de abril de 2013

Com os bebês no forninho :)



Deu tudo certo na minha transferência! Foi perfeito!
Meus filhotes - guerreiros, resistiram ao descongelamento!
O procedimento estava marcado para às 14h, e eu deveria chegar na Clínica com 30 minutos de antecedência.
Ao contrário da última vez, mesmo estando marcada para o período da tarde, não fui trabalhar neste dia. Lembro-me que quando fiz isso, foi uma correria danada, fiquei muito (mais) nervosa, e isso só prejudica.
O Fabio também não foi trabalhar. Já estavamos nervosos por tudo, achamos melhor ter um dia mais calmo... até porque, ninguém tem cabeça para trabalhar numa situação dessas. Claro que nossas chefias sabem de toda nossa luta, e nos apoiam demais. E isso faz uma diferença e tanto, em termos emocionais.
Bem, chegamos a tempo... O Dr também não se atrasou. Tudo sem estresse.
Antes, a embriologista veio conversar conosco. Ressaltou que as chances são ótimas, uma vez que eles já são blastocistos e aprovados no CGH. Disse que, nesse estágio, possuem mais de 100 células, e que nem é possível contar. 
Depois disso fomos para a sala de procedimentos. Desta vez, tomei menos água do que das outras vezes... também não queria ficar agoniada com a bexiga explodindo (o que aconteceu na transferência anterior).
O Dr viu que a bexiga estava cheia, mas não muito... mas afirmou que estava perfeitamente visível todo fundo o útero.
Apesar de estar calma, chorei. Pedi muito a Deus que protegesse meus filhinhos e que esta fosse a nossa hora.
Tudo foi rápido e tranquilo. Vi os 2 pontinhos piscando pelo ultrasson. A embriologista confirmou que não havia nenhum retido no catéter, o que me fez respirar muuuito mais aliviada!
Todo mundo na sala me desejou boa sorte. O Dr me abraçou e mais uma vez falou que nossas chances são muito grandes! 
O clima estava muito bom... de torcida, de otimismo!
Saimos de lá, e viemos para casa sem percalços no caminho. Como das outras vezes, fiquei na cama por 24 horas.
No dia seguinte, o Fabio tirou um tempo a mais na hora do almoço, e veio em casa trazer comida para nós! Sentei na cama, ele colocou aquelas bandejas com pés, e almocei alí mesmo.
Agora, já estou na vida quase normal, procurando ficar mais quietinha, sentada ou deitada. 
Hoje estou no D4 (4º dia após a transferência). Ainda não saí de casa. Estou de licença-médica, e só volto a trabalhar no dia 18, quando estarei no D8. 
Na próxima terça-feira (dia 16), farei a dosagem de Estradiol e Progesterona. Também irei ao consultório para o Dr verificar como está meu endométrio.  
O beta está será dia 22/04! Até lá, aguenta coração!!!